TERAPIA DA ESPERANÇA…
Enviado em 30 de Outubro de 2009
Publicado por J. Ferrari | Enviar por e-mail
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Texto de Carolina Beu
Gostei muito deste artigo pois trata de um tema da maior importância para todos nós. A esperança nos move e provoca o que temos de melhor. Amplia nossas percepções e a nossa visão do mundo. Excelente!
“Ter esperança é acreditar que as coisas podem melhorar, que obstáculos serão superados, que os nós serão desatados. E mais: envolve ainda a promoção de meios para que essas intenções se concretizem. Há cerca de um mês, o Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardial Joachim Meisner, declarou que a esperança seria o único ‘antídoto’ capaz de salvar a Europa do ‘vírus’ da depressão, considerada o grande mal do século. Vista como uma das emoções mais importantes do ser humano, a esperança está presente nos processos de manutenção do bem estar e, conforme estudos recentes apontam, ela pode mesmo se figurar em um caminho ‘natural’ para o tratamento da depressão.
Não é de hoje que a esperança é tema da curiosidade de pesquisadores de todo o mundo. Os primeiros estudos acerca dos benefícios desse sentimento para a saúde foram realizados por volta da década de 50. Atualmente, sabemos que outras características positivas podem estar associadas, tal como a melhora da autoconfiança e até o bom desempenho em atividades físicas. O psicólogo norte-americano C. S. Snyder, autor do livro ‘The Psychology of Hope’, afirmava que a esperança dá suporte às relações humanas, indicando objetivos e significados para a existência.
A pesquisa mais recente sobre o tema foi realizada em 2008 na Ohio State University, na qual se constatou que a redução de sintomas da depressão está associada ao cultivo da esperança. Para Jennifer Cheavens, uma das coordenadoras do estudo, esperança e otimismo não é a mesma coisa. Ser otimista, neste contexto, é esperar que coisas boas aconteçam. Ter esperança, em contrapartida, envolve objetivos, vontade e planos para alcançá-los. “Se você sente que sabe como obter o que você quer da vida, e você tem a vontade para fazer isso acontecer, então você tem esperança”, afirmou.
Em um estudo publicado no jornal Social Indicators Reserch, a equipe de Cheavens apresentou o resultado obtido com a chamada ‘Terapia da Esperança’. Para testar a nova técnica, foram recrutadas 32 pessoas por meio de panfletos. O anúncio dizia apenas que se tratava de reuniões em grupo para aumentar as habilidades dos participantes para cumprir metas. Os investigadores, porém, procuravam pessoas que não se sentiam plenamente satisfeitas com o contexto de suas vidas, sem necessariamente estarem enfrentando um quadro depressivo. “A Terapia da Esperança procura usar as forças que as pessoas têm, ou ensiná-las a desenvolver essas forças. Nós não focamos no que está errado, mas nas formas de ajudar as pessoas a viver de acordo com os seus potenciais”, explicou a pesquisadora.
Esse novo tipo de tratamento se propõe a ensinar os participantes a identificar objetivos, traçar meios para alcançá-los e ainda promover a própria motivação, capacidades que são prejudicadas no período de depressão. “Estamos descobrindo que as pessoas podem aprender a ser mais esperançosas, e que isto ira ajudá-las em muitos aspectos”, disse Cheavens. Por ser tratar de uma capacidade intrínseca ao ser humano, faz todo o sentido que a esperança possa ativar mecanismos de defesa, uma vez que sempre fomos estimulados a acreditar que depois que ela acaba, nada mais vive.”