TEM ALGUÉM AÍ ?
Enviado em 11 de Junho de 2009
Publicado por J. Ferrari | Enviar por e-mail
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“A qualidade da palavra não depende tanto do modo como FALAMOS, mas principalmente de como ESCUTAMOS.”

Paulo, engenheiro formado em conceituada universidade, é Supervisor de Produção de uma importante empresa. É um dos melhores na sua área, mas a sua carreira está estancada. Por quê? Simples: quando o Paulo fala com alguém ou vice-versa, ele dá sempre a impressão de ser “o dono da verdade” pois ele não ESCUTA para entender e sim para responder e rebater as idéias de seus funcionários.
Ricardo, 34 anos, é gerente do departamento financeiro de uma editora. Mesmo sendo considerado como um gênio das finanças, ele está fora dos planos da diretoria. Ricardo possui uma grave incompetência: ele não deixa as outras pessoas apresentarem seus argumentos, interrompendo-as a toda hora. Ele não sabe ESCUTAR.
Cleuza, 36 anos, é Gerente Administrativa numa importante empresa gráfica familiar. Dizem que é inteligentíssima e potencialemente uma líder. Mas se ela soubesse do plano de carreira visualizado para ela pelos seus diretores, já estaria procurando um outro emprego pois ela é uma destruidora compulsiva das idéias do outros. Os seus colegas a respeitam, mas também a odeiam e líderes devem ser amados, não odiados. Líderes sabem ESCUTAR.
É fundamental ESCUTAR com disposição para repensar nossos conceitos e mudar. Comunicar não é apenas falarmos uns com os outros. É uma maneira especial de ESCUTARMOS uns aos outros. É ESCUTAR sem resistência e com disposição para sermos influenciados. O mais comum é ocorrer o contrário: ouvimos alguém expor algo já pensando nos argumentos que vamos contrapor depois de conclusões precipitadas e nem sempre positivas prejudicando o relacionamento, etimulando a hostilidade e a propagação da imagem negativa do outro.
Quando pensamos em coisas que não funcionaram nos últimos anos podemos perceber que muitas das dificuldades resultaram do fato de alguém não ter ESCUTADO alguma coisa ou de ter INTERPRETADO erradamente.
Costumamos falar tanto das várias formas de comunicação na família, na sociedade e nas empresas, mas normalmente não damos muita importância à ESCUTA. Podemos concluir que o ato de ESCUTAR é o elo mais importante das comunicações em qualquer ambiente e CERTAMENTE o mais frágil.
Assim como é comum a pessoa OLHAR e não VER, é comum OUVIR mas não ESCUTAR.
As pessoas em geral não sabem ESCUTAR. Elas tem ouvidos e OUVEM muito bem, mas raramente adquirem a habilidade comportamental de ESCUTAR.
Paulo, Ricardo, Cleuza e também muitos outros gerentes, diretores e líderes, são exemplos de uma geração literalmente perdida de bons profissionais: OS QUE NÃO SABEM ESCUTAR, e que possivelmente, não irão longe em suas carreiras. A presença deles numa empresa pode inviabilizar muitos projetos de mudança. Assim, não é a toa que se comunicar com qualidade tem a ver essencialmente com ESCUTAR.
Saber ESCUTAR, baseia-se numa atitude de respeito pelo interlocutor e pelas suas idéias. É impossível, por exemplo, apreciar algum mérito na sugestão de um operador de máquina sobre o preconceito de que “gente bronca como essa nada tem a pensar, muito menos a dizer”. A prática da empatia, ou seja, pôr-se no papel do outro, só pode ocorrer num ambiente de respeito mútuo.
ESCUTAR é uma habilidade comportamental.
A base de um ambiente empresarial inteligente é ESCUTAR BEM o que todos os membros da empresa opinam e sugerem sobre as condições de trabalho, tanto em benefício próprio como da própria empresa. Isto deve ser realizado em nível coletivo, via reuniões, vivências, dinâmicas de grupo e outros. Mas não se iluda: o potencial motivacional de nenhum desses recursos de ESCUTA coletiva equivale ao de centenas de contatos diários mantido entre pessoas - líderes, funcionários, colegas - que saibam ESCUTAR.
PRATIQUE aos poucos o ato de ESCUTAR seguindo um plano de desenvolvimento pessoal baseado nas suas necessidades - tal como uma pessoa acidentada faz fisioterapia para recuperar a locomoção. Afinal, o caminho da recuperação para este é provavelmente fácil, pois ele já andou…enquanto você possivelmente “jamais ESCUTOU”.
Lembre-se:
SUA EMPRESA É UMA REDE DINÂMICA DE CONVERSAÇÕES E ESCUTA.